Empresa comenta após decisão e coletiva de Pedrinho e analisa futuro do Vasco e da lei SAF no Brasil




Foto: Daniel RAMALHO/Vasco – Legenda: Josh Wonder, CEO do 777, criticado por Pedrinho e VP do Vasco/Jogada10

Em meio às terríveis notícias sobre seus clubes ao redor do mundo, o 777 Sócios, por meio de memorando, rejeitou veementemente a ordem judicial que o retirou do controle da SAF do Vasco.

Segundo a nota, a empresa aceitou a decisão provisória com “surpresa e raiva” e chamou-a de “mudança legítima”. Ele lamenta a decisão e diz que tal escolha “coloca em causa não só o futuro do Vasco da Gama, mas do sistema futebolístico brasileiro como um todo”.

“Uma suspensão noturna em um caso em que não tivemos acesso aos autos para responder legalmente é um erro jurídico e põe em questão não apenas o futuro do Vasco da Gama, mas o sistema do futebol brasileiro como um todo. Acreditamos no Brasil e na Lei SAF, projeto que visa restaurar os grandes clubes por meio da injeção de capital e da gestão profissional”, diz parte da nota.

Porém, segundo a nota, o 777 acredita ter cumprido todas as cláusulas do contrato com o Vasco e ataca o presidente do clube, Pedrinho, afirmando que o mandatário “nunca está pronto para discutir soluções”:

“Lamentamos profundamente a posição escandalosa e intransigente dos novos dirigentes da CRVG, especialmente do seu presidente, que nunca se dispôs a discutir soluções para o Vasco no fórum apropriado, as reuniões do Conselho de Administração da SAF”.

Leia a nota completa

Os sócios do 777, com surpresa e indignação através da mídia, decidiram afastar temporariamente a empresa do comando da SAF Vasco.

A ordem, feita da noite para o dia em um caso em que não tivemos acesso aos autos para responder judicialmente, é uma anomalia jurídica e põe em dúvida não só o futuro do Vasco da Gama, mas o sistema do futebol brasileiro como um todo. Somos investidores internacionais, acreditamos no Brasil e na Lei SAF, projeto criado para restaurar grandes clubes através da injeção de capital e gestão profissional.

Após adquirir 70% das ações do Vasco SAF, descumprimos cláusula do contrato com a CRVG, injetamos mais de R310 milhões em dinheiro, o que é um importante aporte para iniciar o projeto de reestruturação do clube. Criamos um novo Vasco onde atletas e funcionários são pagos em dia, os credores são respeitados e as dívidas são pagas, fatos raros no futebol brasileiro.

Os trabalhos de reconstrução foram agora interrompidos por uma decisão monocrática, sem qualquer base jurídica e pela vontade egoísta da nova administração. O episódio, mesmo que preliminar, certamente terá impacto negativo no time de futebol.

A insegurança jurídica causada por esse fato também ameaça o futuro do futebol brasileiro. Não há dúvida de que terá consequências desastrosas para a Lei SAF. A questão permanece: qual empresa teria coragem de investir milhões de dólares em uma SAF e correr o risco de perder o comando da noite para o dia, num golpe de caneta, sem cometer uma única quebra de contrato?

Lamentamos profundamente a posição escandalosa e intransigente dos novos dirigentes da CRVG, especialmente do seu presidente, que nunca se dispôs a discutir soluções para o Vasco no fórum apropriado, as reuniões do Conselho de Administração da SAF.

Enquanto os novos representantes da associação nos atacavam abertamente, trabalhamos todos os dias para o Vasco e cumprimos todas as nossas obrigações. Por exemplo, há uma semana anunciámos o maior acordo de patrocínio nos 100 anos de história do clube.

Queremos reafirmar nosso compromisso com o Vasco e sua grande torcida, assim que forem restabelecidas as condições para o processo de renovação do clube, por meio do cancelamento da decisão.

Reiteramos nossa confiança na justiça e nas leis do Brasil, e estamos absolutamente confiantes de que a insensata ordem será anulada assim que a 777 Partners for notificada e puder apresentar sua defesa no processo.

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