YOUTUBE: Gabi Luthai adia casamento

Cinema

Crítica do filme “Dois Irmãos: uma jornada fantástica”

Sempre que uma nova produção da Pixar está próxima de ser lançada, a expectativa gerada no público vai às alturas. Nesta quinta-feira, 5 de março, chega, nos cinemas brasileiros, o 22.º longa do estúdio de animação mais famoso no mundo. “Onward”, que, no Brasil, recebeu o título “Dois Irmãos: uma jornada fantástica”.

O filme se passe em um mundo fantástico, onde a magia está sendo substituída, cada vez mais, pelo uso das tecnologias. Nesse contexto, dois irmãos elfos recebem uma carta com um cajado mágico que promete trazer seu pai – morto há anos – de volta à vida durante 24 horas. Mas algo de errado acontece e só a metade de baixo do corpo do patriarca ressurge. Assim, eles começam uma jornada contra o tempo, em busca de uma importante peça para que possam reencontrar o pai por inteiro.

O filme é roteirizado e dirigido por Dan Scanlon, que também esteve à frente de Universidade Monstros.

Graficamente lindo

O longa segue o padrão “Pixar” de animação. Graficamente ele é perfeito. O filme é, visualmente, lindo. A paleta de cores utilizada passa a sensação que a magia, apesar de querer ser contida, está sempre no ar.

Outra qualidade presente nas produções do estúdio é a riqueza nos detalhes. Sempre que retratam um mundo paralelo, eles destacam a rotina e as características daquele lugar, pensando em cada elemento. Isso faz com que o espectador possa rever o filme e, a cada vez, viva uma nova experiência, pois ele irá perceber algo que nunca tinha visto. E, isso não é feito por acaso, já que crianças costumam ver e rever filmes de animação incontáveis vezes.

Filme para maiores

Outra característica da Pixar, principalmente nos últimos anos, é conversar com todas as gerações. Enquanto o diretor arranca riso dos menores com escorregões, tombos e, outros artifícios mais bobinhos, o texto consegue adentar em temas mais profundos que divertem e emocionam os adultos.

Nesse sentido, “Dois Irmãos” lembra muito “Viva, a vida é uma festa” (2017), que talvez tenha causado um impacto maior nos adultos do que nas crianças. Outro fato em comum é a temática dos dois filmes, que trata de relação familiar e outros sentimentos, como perda de alguém próximo, amizade, irmandade e origem.

Outra animação recente que também me remeteu ao assistir Dois Irmãos foi “Frozen II”, onde, também, duas irmãs embarcam em uma jornada em busca de sua “origem”.

Ritmo

O filme começa bem e logo apresenta a premissa central da trama, de forma direta e sem enrolar. Apesar de ser um mundo de fantasia, ele também destaca um dilema que vivemos em nossos dias atuais: tradicional x mundo moderno.

A partir daí, em uma espécie de jogo de RPG, os protagonistas vão em buscas de novas tarefas para conseguir a pedra que vão fazê-los reencontrar com seu pai por inteiro. E, para mim, os segundos e terceiros atos não empolgaram tanto e, por vezes, perderam o ritmo.

Nesse meio tempo, destaco o personagem do irmão mais velho, Barley Lightfoot. De início, ele parece ser apenas o alívio cômico do filme, mas, com o passar do tempo, o personagem vai se destacando e mostra sua importância na trama, com mais carisma até do que o personagem principal.

Já no final, Dois Irmãos recupera a sua força e chega o momento Pixar de ser. Emociona! Fecha com maestria.

Dois Irmãos é mais um filme muito bom da Pixar. Sem dúvidas, não está entre os melhores do famoso estúdio, mas, mesmo assim, vale muito a ida ao cinema junto com toda a família.

Related posts
Cinema

Crítica do filme “Frankie”: para quem curte turismo psicológico

Cinema

Crítica do filme “Luta por Justiça”: assistam!

Cinema

Natthália Gonçalves viverá drama infanto-juvenil no cinema

Cinema

Crítica do filme “O Grito”

Sign up for our Newsletter and
stay informed
[mc4wp_form id="14"]