Crítica: Dramas pessoais e muita tristeza compõem o domingo atual da TV aberta brasileira

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POR ALLAN SANTOS: A TV aberta brasileira constantemente passa por transformações em seu conteúdo espalhado pelo domingo em seus canais de TV que compõem todas as redes brasileiras. Já dizia o eterno Chacrinha: ‘Na TV nada se cria, tudo se copia.’ É bem isso, mesmo. Todo e qualquer conteúdo que faz sucesso hoje em dia, é motivo para tal concorrente copiar e sentir-se no âmbito de ‘estufar’ o peito e dizer: ‘Eu faço melhor que você.’

Tem muito disso hoje em dia. Muita gente por aí sem talento de criar e colocar ao ar conteúdo próprio e de qualidade, prefere olhar ao lado e copiar descaradamente o vizinho.

E aos domingos, então, isso fica insustentável. Muito ‘troca-troca’ de conteúdo. Não se vê nada de novo. Nada. Apenas muda de canal e apresentador. Sempre insistindo na mesmice e no ‘mais do mesmo’.

É muito saudável, sim, a disputa pela audiência, mas quando isso tudo for alegria, diversão e conteúdo que entretenha a família brasileira em frente à TV.

Só se vê história de vida como o ‘fulano’ que se perdeu nas drogas, o ‘ciclano’ que pede uma chance da vida e etc, etc. Muito drama pessoal pra um domingo só. Acho justo e digno usar a TV, que é esse meio de comunicação magnífico e grandioso, para ajudar as pessoas, ou até mesmo projetos sociais. Mas, infelizmente usam a imagem alheia que o destino, até então, ‘destruiu’ e fazem disso uma novela sem fim e de um certo sensacionalismo. É degradante acompanhar certas histórias assim na TV.

Saudades dos anos 2000, quando Gugu e Faustão era sim, a diversão, o entretenimento da família brasileira. Ainda perguntam porque Gugu, Faustão, até então, o mestre Silvio Santos, se sobrevivem à todas essas transformações da TV aberta. Muito simples: ambos não exploram as condições humanas de uma pessoa que a vida ‘arrasou’, procuram levar a alegria, emoção, também, mas de um outro jeito. Sem explorar ninguém.

Não é surpresa nenhuma porque certos apresentadores não se sobrevivem no domingo. Falta de conteúdo e exploração alheia manda lembranças.

Por isso, mais alegria, competições entre os artistas e menos tristeza. A vida do brasileiro, em geral, já não é tudo aquilo, e ainda ter que ligar a TV e compartilhar de mais história triste, é um saco.

Se reinventem. Criem seus próprios conteúdos. Aliás, trabalhem, coisa que eu acho que muito diretor e produtor de programa não fazem à um certo tempo. Deixe o comodismo de lado e leve alegria aos lares brasileiros. Se espelhe no mestre Silvio Santos que está aí à tantos anos levando alegria sem nunca deixar de perder seu posto de maior apresentador do Brasil. O público agradece.

Sem dramas pessoais e muito mais alegria na tela da nossa TV aos domingos, o Brasil pede isso. E tenho dito.

Allan Santos
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As opiniões aqui retratadas não refletem necessariamente a posição do Registro POP, e são de TOTAL responsabilidade de seu idealizador.

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