Crítica: A Regra do Jogo mostra que a novela está mudando e pode ser para melhor

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Há alguns anos, Aguinaldo Silva em participação no programa Roda Viva da TV Cultura se referiu aos novelistas do horário nobre como ararinhas azuis. Um animal que está em extinção. Quando ele se referiu as ararinhas azuis, estava mencionando a ele, Gilberto Braga, Glória Perez e Manoel Carlos.

Quando Aguinaldo mencionou isso, Avenida Brasil nem tinha estreado, Manoel Carlos anunciou sua aposentadoria, Gilberto Braga escorregou com sua ‘Babilônia’… O restrito grupo das ararinhas azuis está mudando, e João Emanoel Carneiro chegou para bagunçar o coreto.

Se ‘A Favorita’ e ‘Avenida Brasil’ fizeram barulho, ‘A Regra do Jogo’ mostra que pode ser a mais ousada das três. Primeiro, em apresentar o protagonista da trama, Romero Rômulo (Alexandre Nero), como um herói e ainda no mesmo capítulo mostrou que de herói ele não tem nada e sim é um bandido, um lobo em pele de cordeiro, como dizem por ai. O personagem mostrou que o ator nada lembra o famoso Comendador, em Império, algo que é muito bom, já que o personagem era muito popular.

Mesmo em colocar um bandido se fazendo de herói como protagonista, o autor não abandonou as origens do folhetim. A mocinha, Toia (Vanessa Giácomo) espera seu amado, Juliano (Cauã Reymond) sair da cadeia injustamente após 4 anos de pena, e descobre que precisa salvar sua mãe Djanira (Cássia Kiss) e é capaz de tudo. E sem medo de ousar, a mocinha rouba para ajudar a mãe, dificilmente coloca-se uma protagonista com retidão de caráter chegar capaz de roubar.

Vingança é outro sentimento recorrente nas tramas de João Emanuel Carneiro. E nessa novela serão dois personagens em busca de vingança. Tanto Juliano quanto Dante (Marco Pigossi) querem vingar seus pais, mas suas vinganças são relacionadas, os dois estão em lados opostos. Quem está falando a verdade? Só o tempo dirá.

Se ‘Avenida Brasil’ teve um núcleo bastante comentado que foi o subúrbio fictício do Divino; ‘A Regra do Jogo’ tem uma comunidade futurista, uma comunidade que deu certo, o Morro da Macaca. O local parece que será um agradável respiro a história tensa, e não tem como não falar da favela sem dizer o nome de Adisabeba (Susana Vieira), a ex-prostituta acabou se tornando a rainha da favela e é dona de quase todos os barracos, e ainda por cima mãe do MC Merlô (Juliana Cazarré), que promete ser um dos destaques da trama com suas Merlozetes e seu funk chiclete.

Como assim não falei em Atena (Giovanna Antonelli)? Não estou ficando louco ainda, resolvi deixar o melhor para o final. Atrizes como Giovanna Antonelli sempre conseguem roubar o foco, imagina com um personagem carismático para uma atriz carismática? Atena mostrou que vive se aventurando e vai render grandes sequencias para Giovanna.

Já foi muito grande essa crítica e não pode deixar passar a direção de Amora Mautner. Se João Emanuel Carneiro ousou no texto, Amora seguiu a diante e ousou na direção, sua famosa ‘caixa cênica’ parece que funcionou bem, mas em um capítulo com muita externa, ela deu um ar de filme a novela. A abertura foi algo grandioso e chamou atenção, e colocar título no capítulo agradou muito.

O primeiro capítulo foi ousado, com ritmo, sem exageros, uma boa apresentação, mas foi apenas o início de um longo jogo que está muito longe do xeque-mate. Mas uma coisa é certa, ‘A Regra do Jogo’ mostrou que o gênero das telenovelas está mudando, e que mude para melhor, evolução sempre é bem-vinda!

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1 comentário

  1. MARCOS (RECORD) diz:

    MUDANDO PRA MELHOR ??? KKKKKK FAÇA-ME RIR !! ESSA NOVELECA SERÁ O PIOR CASTIGO DA REDE ESGOTO !! AUDIÊNCIA MEDÍOCRE E POBRE PRA UMA NOVELA DE IGUAIS ADJETIVOS. FATO.

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