Babilônia pode se transformar em uma novela cult ?

Publicidade:

A minha paixão pela novela Babilônia começou no primeiro capítulo, onde aquela adrenalina lançada pelo confronto entre Inês e Beatriz, acabou me despertando um interesse maior na trama. Histórias movidas a inveja e rejeições sempre me chamaram atenção, pelo fato de que na vida real, costumamos jogar no tapete essas imperfeições da personalidade humana.

O confronto das vilãs muitas vezes soou infantil é verdade. Mas quem nunca se viu na situação de ter algum tipo de implicância com alguém sem ter um motivo forte e convincente? As vezes só de olhar podemos não simpatizar com as pessoas. A coerência ficou por conta das duas desde o inicio não se suportarem. Falsidades costumam ser ingredientes  principais em conquistas de poder e isso os autores foram fieis.

O que chamou minha atenção na novela, foi as noções de amizade. Que parceria bacana e fraterna entre Vinícius (Thiago Fragoso) e Bento (Dudu Azevedo). Amizade sem preconceitos entre Diogo (Thiago Martins) e Ivan (Marcello Melo Jr). Amizade atrapalhada entre Clóvis (Igor AngelKorte) e Noberto (Marcos Veras). Esses personagens deram lições de como construir e manter boas amizades, em tempos que a palavra se encontra tão banalizada entre as pessoas.

Parabéns pelas boas risadas que me proporcionou Arlete Sales. Gostei também da tensão sexual, misturada com ingenuidade e proteção tão delicada do casal Beatriz (Glória Pires) e Diogo (Thiago Martins). Um homem que verdadeiramente respeita uma mulher que foi o caso do Rafael (Chay Suede) e a empáfia e simpatia de Lais (Luisa Arraes).

Confesso que fiquei assustado com a força da interpretação da Tainá Muller, acreditei no amadurecimento da personagem Regina (Camila Pitanga) e me identifiquei com as indiferenças que amargaram a vida da Inês (Adriana Esteves).

A trama acabou sendo empurrada a seguir outros caminhos. Talvez o maior crime que um autor possa fazer com sua obra é ouvir e colocar em prática as opiniões alheias. Já que na arte em geral, costuma-se usar o termo cult, com coisas que não caem no chamado gosto popular e aliado com os anos que costumam provocar nas pessoas um afeto pelo passado, quem sabe Babilônia não se transforma em uma novela cult? Muitos tem saudade do que não viram e o tempo perdoa as imperfeições de uma obra. Aguardemos. 

você pode gostar também Mais do autor

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.

'
Close